Zema faz demagogia eleitoral e agora pede desculpas… pode isso?

Ele não se preparou para a missão de administrar a terceira economia do país e o destino de mais de 20 milhões de pessoas

Em campanha, o governador Romeu Zema prometeu – e registrou em cartório – que nem ele nem seus secretários receberiam salários e jetons, aquela grana extra que o cara pode ganhar no conselho de alguma estatal. Agora “está dando a mão à palmatória” e diz que não sabia que os salários eram tão baixos – cerca de 8 mil líquidos. E que, com eles, não conseguiria atrair gente competente para trabalhar.  

Ora, o que o governador alega não saber é informação pública.  Ele entrou em uma campanha para governador, sem ao menos saber o salário de seus auxiliares mais próximos? Não estudou, não se preparou para a missão de administrar a terceira economia do país e o destino de mais de 20 milhões de pessoas?

Mesmo pedindo desculpas por sua “inexperiência”, Zema mostra mais uma vez um solene desprezo pela coisa pública. Ele e todos os demais candidatos tinham acesso a todos os dados do governo, assim como todos os cidadãos de Minas. Por que não consultaram o portal da transparência? Por que não se informaram e estudaram direito, antes de formular promessas? Ora, porque a demagogia é o caminho mais fácil até o voto. Prometem-se coisas impossíveis de cumprir, como o não pagamento de salários a secretários, e depois se justifica o não cumprimento com o suposto desconhecimento da famosa ‘herança maldita’. Essa estratégia eleitoreira é mais velha que a política.

O caso de Zema não é de despreparo e sim de irresponsabilidade. E para isso não há desculpas.

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Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Mauro 14 de junho de 2019 20:38

    Excelente comentário.

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