Tesoura de Zema chega aos voos do interior

Programa que conecta os municípios do estado terá seu último voo esta semana

Após passar pela demissão de comissionados, pela interrupção da concessão de medalhas, a tesoura de Zema chega ao programa Voe Minas. Com o objetivo de conectar os municípios mineiros, esse programa terá seu último voo esta semana. O cancelamento faz parte das ações de Zema para diminuir os custos da máquina pública. Cidades se articulam em prol da manutenção do programa.

O Voe Minas foi criado em 2016 e, desde então, realizou 9.761 voos e transportou 37.467 passageiros para 17 cidades. De acordo com o governo, o programa consumiu dos cofres públicos desde sua instalação cerca de R$ 18 milhões, dinheiro que ele quer economizar com o cancelamento da iniciativa. Essa ideia não foi bem recebida pela maioria dos parlamentares, que afirmam que sem os voos as cidades poderiam ficar esquecidas. A Codemig, que administra a ação, articula a permanência do programa, mas nas mãos da iniciativa privada.

Enquanto isso não ocorre, cidades como Teófilo Otoni já montam uma estratégia de manutenção do programa. Entidades de classes da região, a prefeitura e o deputado Neilando Pimenta (Podemos) criaram uma espécie de fundo para custear os voos que decolam e pousam na cidade, os quais continuarão apesar da decisão do governo. “A população local iria perder muito, por isso foi importante essa articulação”, disse Pimenta.

Marcelo Gomes é jornalista em formação pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Apaixonado por política, não vê outra possibilidade de mudança social a não ser por ela. Já trabalhou em rádio e escreve para portais e revistas. Tem experiência em processos legislativos e em questões econômicas. [ Ver todas as publicações ]

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