Site Intercept Brasil divulga dossiê explosivo contra Lava jato

MPF diz que seus membros foram hackeados e matéria “contraria as melhores práticas jornalísticas”; editor Glenn Greenwald posta que #VazaJato apenas começou

(Reprodução Intercept)

O site The Intercept Brasil publicou neste domingo, 09/06, três reportagens explosivas, mostrando chats privados sobre a Lava jato. Segundo editorial do próprio site, são “discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa, coordenada pelo procurador renomado Deltan Dallagnol, em colaboração com o atual ministro da Justiça, Sergio Moro, celebrado a nível mundial”.

As reportagens são assinadas por uma equipe onde pontifica o jornalista Glenn Greenwald, responsável por divulgar os documentos vazados por Edward Snowden sobre a vigilância global da NSA americana. Elas foram produzidas a partir de arquivos inéditos, que incluem mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens, enviados, segundo o site, por uma fonte anônima. “As reportagens revelam comportamentos antiéticos e transgressões que o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer”, defende o editorial.

Duas reportagens em inglês foram publicadas no portal britânico do Intercept, que faz parte da agência de notícias First Look Midia, criada e financiada por Pierre Omidyar, fundador da eBay. As matérias de hoje mostram, entre outros elementos, que os procuradores da Lava jato falavam abertamente sobre seu desejo de impedir a vitória eleitoral do PT  e que o juiz Sergio Moro colaborou com os procuradores da operação para ajudar a montar a acusação contra Lula. Tudo isso apesar de dúvidas internas sobre as provas que fundamentaram as acusações.

Os arquivos contêm também mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram. Neles, os procuradores da força-tarefa em Curitiba, liderados por Deltan Dallagnol, discutiram formas de inviabilizar uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski porque, em suas palavras, ela “pode eleger o Haddad” ou permitir a “volta do PT” ao poder.

O Intercept Brasil sustenta que recebeu o material bem antes da notícia da invasão do celular do ministro Moro, divulgada nesta semana. Em nota, o Ministério Público Federal do Paraná disse que seus membros foram vítimas de um hacker e que a matéria “contraria as melhores práticas jornalísticas”. O editor Glenn Greenwald usou sua conta no Twitter para dizer que a divulgação dos vazamentos obtidos apenas começou e usou a hashtag #VazaJato. 

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. valter 17 de junho de 2019 10:26

    meu deus esse moro ja devia ta preso ´ ele estava defendendo a imprensa agora esta criticando [quando é contra ele ele dis nada nada nada nao nada ver ] quando é com os a quem ele incrimina ele dis tem prova robusta robusta ] meu deus que lixo

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