Secretário-general agrada as duas polícias, mas deve enfrentar dura oposição

Ex-comandante da 4ª Região Militar vai assumir a pasta ‘matadora’ de titulares em à crise salarial e à segunda reforma na área em dois anos

 

O general da reserva, Mario Lucio Alves de Araujo, comandará a Secretaria de Segurança Pública.

A escolha do general de reserva Mario Lucio Alves de Araújo para a secretaria de Segurança Pública agradou as duas polícias mineiras, a militar e a civil. Segundo as fontes do site no setor, o general construiu uma boa imagem e muitos relacionamentos no meio quando esteve no comando da 4ª Região Militar, uma das dez regionais do Exército, com sede em BH. Entre os policiais que o conhecem, ele é visto como um militar competente. Sua popularidade pode ser atestada pela votação que obteve como candidato a deputado pelo PSL: mais de 20 mil votos.

CARGO ESTAFANTE

A boa aceitação inicial não garante o sucesso do general. A segurança pública virou uma ‘matadora’ de secretários, com grande revezamento de titulares nas últimas gestões. No atual governo, a área foi dividida em duas pastas (Administração Prisional e Defesa Social) após estafar o secretário de então, Bernardo Santana. Agora, com a reunificação, o trabalho volta a ser dobrado. Noves fora os transtornos com uma fusão administrativa na área, dois anos depois de sua cisão; é muita mudança na estrutura em tão pouco tempo.

Deputado sargento Rodrigues protestando contra atrasos no salário

INCENDIÁRIOS

Para ampliar o desafio à frente de Araújo, um grupo organizado acena com oposição dura no meio policial. Liderado pelo deputado Sargento Rodrigues, o grupo já mandou um “aviso” ao novo governo com um ato público semana passada, em BH, em que os manifestantes ameaçaram botar fogo em caixão representando Zema.  O deputado-policial é quem mais divulgou na campanha eleitoral um suposto processo contra o governador eleito por crime sexual.

CAMPO FÉRTIL

A eventual oposição ao novo governo deve encontrar ambiente fértil no meio policial em função dos atrasos de salário. A insatisfação é geral, da base à cúpula. Até esta quinta-feira, 20, os policiais de patentes e holerites mais altos como coronéis ainda não haviam recebido a 3ª parcela do salário de novembro e não tinham previsão de recebimento do décimo-terceiro. O problema é que o atraso salarial não vai ser resolvido no curto prazo; não há medidas que produzam tal mágica. Pelo contrário, o agravamento no fim de ano das contas públicas pode provocar um aumento gradual dos atrasos nos próximos meses, por falta de dinheiro no caixa do governo.

Criadora da rede Os Novos Inconfidentes, formou-se em jornalismo pela PUC-MG e trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de Minas, além de colaborar para várias publicações. Ex-colunista do jornal O Tempo e ex-comentarista da rádio Super Notícias FM. [ Ver todas as publicações ]

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