Robson Andrade deve perder em definitivo o comando da CNI

Confederação da Indústria quer fazer as pazes com ministro da Economia Paulo Guedes, crítico de recursos públicos no Sistema S

A coluna Painel, da Folha de São Paulo, revela nesta terça-feira (14/05) que líderes da CNI já  trabalham com a possibilidade de que o empresário mineiro Robson Andrade seja afastado em definitivo do comando da entidade. Ele foi obrigado pela Justiça a se ausentar do órgão por 90 dias, após ser alvo de operação da PF. O prazo expira na semana que vem e sua volta é incerta.

Andrade foi presidente da Fiemg entre 2002 e 2010, quando assumiu a presidência da CNI. Foi preso em 19 de fevereiro – e solto no mesmo dia – em uma operação da Polícia Federal com o Tribunal de Contas da União, que investiga o desvio de R$ 400 milhões do Sistema S e do Ministério do Turismo.

Há chances de uma decisão judicial renovar a ordem para que Andrade fique fora da CNI, caso em que o interino Paulo Afonso deve ser confirmado no cargo. Sua missão seria cessar a guerra com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que criticou a gestão de recursos na entidade e em outras do chamado Sistema S.

Guedes inclusive está à frente da medida que obriga tais entidades a divulgar na internet os recursos públicos a elas destinados, abrindo a ‘caixa-preta’ de suas atividades financeiras, como já noticiou Os Novos Inconfidentes.  

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