Radiação das antenas prejudica a saúde e desvaloriza imóveis

Evento da OAB-MG mostrará tese de pesquisadora mineira, que embasou o Senado da Suíça a votar pelo impedimento da tecnologia 5G no país

(foto EBC)

Vem aí a tecnologia 5G e, com ela, além da internet mais rápida e acessada em qualquer “coisa”, vêm também antenas mais potentes e que, segundo estudos científicos, são capazes de causar diversas doenças. Diante disso, muitos condomínios têm evitado alugar os telhados dos edifícios para as companhias de telefonia.

O problema tem se agravado com os proprietários dos apartamentos e salas localizadas no último andar, bem como de casas que ficam próximas às antenas, que têm percebido a enorme dificuldade de negociar seus imóveis. “Um dos prejuízos concretos é a desvalorização da moradia ou local de trabalho, pois diante do temor dos efeitos da radiação magnética, os pretendentes à locação e compra têm preferido negociar imóveis que não tenham esse problema”, observa o advogado e especialista em mercado imobiliário, Kênio da Silva Pereira, que é presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG.

Com a torre de telefonia prejudicando a fachada, o topo do prédio se tornando uma referência negativa e alugar o telhado ser uma mudança de destinação da edificação, os tribunais têm firmado o entendimento de que a locação só pode ser realizada com a aprovação unânime do condomínio.

Diante da polêmica que envolve as centenas de antenas e ERB (Estações de Rádio Base) em locais próximos às residências e aos locais de trabalho, que têm aumentando os conflitos judiciais nos condomínios, a Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG, realizará o Encontro Imobiliário no dia 16/07, às 19h, na Rua Albita, 250, com o tema: “Problemas com a locação de torres de telefonia e o direito à saúde”.   As inscrições são abertas ao público e podem ser realizadas no site da OAB.

No evento, será apresentada a tese da pesquisadora da UFMG, Adilza Condessa Dode, que trata das doenças que a radiação das antenas de telefonia provoca nas pessoas. Sua tese de doutorado embasou o Senado da Suíça a votar pelo impedimento da implantação do 5G naquele país.

A Doutora Adilza esclarece que a “Organização Mundial da Saúde classificou as radiações não ionizantes como possivelmente cancerígenas (Grupo 2B) (IARC, 2011). Ao classificar assim, recomendou também que fossem reduzidas, tanto quanto possível, as exposições a estas radiações, sendo incluídas aquelas emitidas pelos sistemas de telefonia celular, Wi-Fi, WiMax, Bluetooth e outras.

Segundo a pesquisadora, a literatura especializada cita uma grande variedade de efeitos não térmicos adversos à saúde humana, provenientes da exposição prolongadas ás radiações de RF e micro-ondas, com SAR (Specific Absorption Rate: Taxa Específica da Absorção – TAE) inferior a 4 W/kg, dentre os quais se destacam: alteração do eletroencefalograma (EEG), letargia, geração de prematuros, distúrbios do sono, distúrbios comportamentais, perda de memória recente, dificuldades de concentração, doenças neurodegenerativas – tais como os males de Parkinson e Alzheimer – , abortamento, má formação fetal, linfoma, leucemia e câncer, entre outros.

É presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG, diretor da Caixa Imobiliária Netimóveis, conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário de MG e do Secovi-MG; colunista de Direito Imobiliário da Rádio Justiça do STF e dos Jornais O Tempo, Hoje em Dia e Diário do Comércio. [ Ver todas as publicações ]

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