Protestos desta sexta podem definir o tamanho da reforma

Se a greve colocar muita gente na rua, Congresso terá que pegar mais leve nas mudanças; parecer do relator derruba capitalização

(Midia Ninja twitter)

Movimento sociais e sindicatos prometem parar o país nesta sexta-feira (14/06) com a greve geral dos servidores contra a reforma da Previdência. Eles planejam interromper serviços de ônibus, trens e metrô, fechar escolas, obstruir rodovias e encher de gente as principais avenidas e praças de pelo menos nove capitais do país. 

Líderes do movimento têm a expectativa de que a adesão às manifestações cresça com uma pauta que inclui, além do repúdio à reforma, também protestos contra o corte de recursos para a educação e os altos níveis de desemprego. A polêmica em torno das revelações do site Intercept sobre o ministro Sérgio Moro e os promotores da Lava Jato também deve aparecer em faixas e cartazes. 

As dimensões dos protestos devem definir o tamanho da reforma. Se a adesão for fraca, o projeto pode se tornar mais abrangente e desfavorável ao funcionalismo. Se eles colocarem muita gente na rua, o Congresso terá que pegar mais leve. 

Em seu parecer apresentado hoje, o relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), deixou de fora o modelo de capitalização – pelo qual apenas o trabalhador contribui para sua aposentadoria –  proposto pelo governo Bolsonaro. O texto ainda pode sofrer mudanças. 

Editora do site Novos Inconfidentes, é formada em Comunicação Social pela UFMG, trabalhou na revista Isto É e no jornal O Tempo e colaborou como cronista e redatora em várias publicações. [ Ver todas as publicações ]

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