Notas de Márcio Fagundes

50 TONS 

Quem disse que as trevas não têm cor?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VEIO PARA FICAR

Uma nova serventia para o sabão em pó, além das por demais conhecidas: afastar cães que, durante os passeios costumeiros, fazem suas necessidades nos aparatos de casas e prédios. Vezeiros em marcar territórios, a cada dois metros os animais soltam um jato de xixi. O que provoca mau cheiro. Zeladores descobriram que o sabão em pó, possivelmente por repelência ao cheiro, afasta os bichinhos de pilastras e pontas de parede, impedindo a sobreposição de urina. Portanto, está ficando comum ver um rastro de saponáceo na porta ou na entrada da garagem dos imóveis. Um morador do bairro Sion observou, dia destes, no giro matinal, que é bastante superior o número de cães em desfile ao de crianças. Essas, em carrinho ou no ensaio dos primeiros passos, são raridade.

PEQUENOS REPAROS

Os pequenos serviços vão morrendo aos poucos nas cidades grandes. E não é apenas por resultante dessa crise, que insiste em sua permanência. Sapateiro, engraxate, relojoeiro, alfaiate… Até consertador de cadeira de palha. Toda casa tradicional na capital tem móvel entrelaçado com palha na sala de refeição. É o caso do Jeová de Oliveira, que trabalha com as mãos, na esquina das ruas Levindo Lopes e Antônio de Albuquerque, na Zona Sul. ”São 35 anos de labuta”, contou. Com essa tarefa rara e em extinção, acrescentou, criou toda a sua família.  

 

NOS TRÓPICOS

Dá uma pena terrível passar pelo triângulo urbano formado pela Avenida Augusto de Lima e ruas Espírito Santo e Rio de Janeiro, no hipercentro de BH, e constatar impávido colosso o abandono do prédio histórico da Imprensa Oficial. Aquela edificação pede invocação ao Pai Grande sem nenhum favor para se transmutar em centro gastronômico-cultural. Quiçá para negocinhos outros regados a boa cerveja artesanal. Afinal, não adianta esconder: essa é a nossa vocação. Comer, beber, conversar e, quando possível, trabalhar, sem culpa, de preferência.

BELEZA DA VIDA

A resistência ou há resistência?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA DECIMAL

Será que corneta nenhum do futebol atentou ainda para o fato de que um time é composto de 11 atletas e um bom lance de marketing, dentro dos gramados, seria a volta do uso de camisas numeradas pela ordem decimal? Bom para a torcida, melhor ainda para locutores de campo. Aliás, como antigamente. Não tem sentido, como hoje procede, os jogadores perfilarem com camisas com numeração de basquete, ou seja, um 48 aqui, um 97 ali, um 25 no ataque. Insisto: o futebol será pura emoção no dia em que a bola não puder mais voltar à defesa, depois que passar o meio campo rumo ao ataque.

UM VENDAVAL

A despeito de ter melhorado bastante, sobretudo por consciência de criadores, ainda tem muita merda de cachorro pelas calçadas de BH.

Jornalista há 40 anos, trabalhou no Diário de Minas, Jornal de Minas, Tribuna de Minas, O Globo, Folha de SP, Mercado Comum, Hoje em Dia, Câmara de BH, Governo de Minas e MP de Contas. Ciclista, pedestre, leitor, nadador, cinéfilo, empinador de papagaio, artista plástico e remetente de cartas e cartões selados [ Ver todas as publicações ]

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