Ministério Público de Contas absolve Brant e corre atrás de Pimentel

Instituição não está deixando passar nenhuma irregularidade no uso de aeronaves oficiais

(psdb-mg@org.br)

Menos de um mês após o Ministério Público de Contas (MPC) arquivar um processo contra o vice-governador Paulo Brant, por uso irregular de aeronave, desta vez é Fernando Pimentel que está na mira no órgão. O motivo é o mesmo.

O órgão entrou com um processo no Tribunal de Contas estadual pedindo que Pimentel reembolse os cofres públicos em quase R$ 66 mil. Segundo o MPC, o ex-governador utilizou indevidamente aeronaves do Estado, que conduziram esposa, filho e amigos a passeios. O órgão quer o ressarcimento do combustível e da manutenção gastos em sete viagens sem utilidade pública. O voo mais distante foi o de BH a Maceió. Seu custo foi de quase 27 mil.

No caso de Paulo Brant, o órgão arquivou o processo por entender que não houve danos aos cofres. O vice-governador estava em um hotel em Nova Lima um dia antes da entrega da Medalha da Inconfidência, em 21 de abril. O trajeto até Ouro Preto, onde ocorreu o evento, teria sido com o uso de aeronave pública.

As ações do MPC evidenciam que o órgão adotou uma política de tolerância zero no quesito locomoção e transporte de autoridades. E que nenhuma irregularidade com dinheiro publico, em qualquer dimensão, ficará impune.  É uma conduta que é bem vinda, afinal, ajuda a criar uma cultura da sobriedade com o dinheiro público.

Marcelo Gomes é jornalista em formação pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Apaixonado por política, não vê outra possibilidade de mudança social a não ser por ela. Já trabalhou em rádio e escreve para portais e revistas. Tem experiência em processos legislativos e em questões econômicas. [ Ver todas as publicações ]

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