Greve Geral em beneficio de quem?

A proposta de greve convocada pela esquerda nesta sexta feira (14) não é contra a reforma da previdência, é na verdade mais uma tentativa de desestabilizar o governo Bolsonaro. Para isso vale qualquer coisa, inclusive usar estudantes e movimentos sociais como massa de manobra. Os antipatriotas representados por partidos covardes e militantes profissionais, não entenderam ainda que as eleições ficaram para trás e que agora é hora de consertar a casa.

A memória desta turma não registra o que não lhes convém, esqueceram-se dos escândalos que mandaram para cadeia dezenas de políticos e funcionários públicos corruptos. É como se isso tivesse sido uma mera invenção, devaneio da direita. Em 20 anos de governo conseguiram afundar o país, instituir a corrupção e a incompetência como método, sempre com a mesma justificativa: os fins justificam os meios. Que fins? Os de perpetuação no poder a qualquer preço. 

A proposta de greve geral numa sexta feira é sintomática, mobilizam-se estudantes e movimentos sociais desocupados e tentam parar o país, coisa de gente que não tem o que fazer ou recebe para infernizar a vida de quem trabalha e produz.  O Brasil tem 12,5 milhões de funcionários públicos e 56 milhões de trabalhadores na iniciativa privada. A maioria do funcionalismo é gente séria compromissada com a missão de servir, mas uma parte deste contingente tem fortes vínculos com partidos e movimentos de esquerda que não aceitaram a derrota nas últimas eleições de 2018.

Com estabilidade, essa turma de descompromissados e apaniguados, além de não cumprirem as obrigações, militam contra quem trabalha. Fazem isso sem prejuízos para a sobrevivência, gozam de estabilidade. Eles são contra tudo e contra todos, prestam-se ao serviço sujo das massas de manobra com a certeza da impunidade. Com camisas vermelhas e gritos ensaiados, querem ver o circo pegar fogo. São os militantes profissionais de uma esquerda que estacionou, perdeu o trem da história, acredita no socialismo como solução e sinônimo de prosperidade. Atraso maior não há.

Inacreditável que alguém em sã consciência proponha greve geral ao invés de trabalho em um país que tem 25 milhões de pessoas desocupadas, sendo 10 milhões de desalentados que desistiram de procurar emprego. Os responsáveis por essa insensatez precisam ser punidos severamente, e os que aderirem e são funcionários públicos devem perder o emprego. Trabalhador que tem juízo e consciência da realidade não faz greve em um momento como esse, ao contrário, cuida do emprego e defende o progresso do país. Não é o governo de a ou b que geram emprego, são empresas privadas que produzem e fazem o país crescer.

Será por acaso que militantes de esquerda não tem vez na iniciativa privada? Grevista que não está lutando por causas justas não merece respeito, ao contrário, merecem desprezo e punição. Com efeito, é urgente a mudança de regras para funcionário público que faz greve sem motivo. Lutar por melhores condições de trabalho e salário justo é legitimo e louvável, ser usado para subjugar governos eleitos democraticamente, impedir a circulação de trabalhadores nas cidades e rodovias é crime inaceitável que merece repúdio e punição severa.

Jornalista, licenciado em Filosofia, Administrador, MBA em Marketing, Bacharel em Turismo e estudioso de temas urbanos. É membro da Comissão Técnica de Transporte da Sociedade Mineira de Engenheiros, do Observatório da Mobilidade. Colunista das revistas Minas em Cena, Mercado Comum e Exclusive. Blogueiro no portal uai.com.br [ Ver todas as publicações ]

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