Minas gasta 1 milhão por ano para guardar bens de traficantes

São carros, motos, barcos que, em vez de serem vendidos ou usados em benefício da sociedade, ficam parados, estragando e consumindo dinheiro público

Uma lei federal – a 13.840, de 2019 – vai facilitar a alienação dos bens apreendidos de traficantes. O assunto foi discutido esta semana na Comissão de prevenção e combate ao uso de drogas da Assembleia. Segundo a subsecretaria da área, há um esforço concentrado no Ministério da Justiça, que contratou um leiloeiro especificamente para a venda desses ativos. Minas Gerais seria um dos cinco estados prioritários, pelo grande volume de bens retidos.

A iniciativa vem em boa hora e vai ser uma mão na roda para Minas Gerais, que gasta, anualmente, R$ 1 milhão para guardar esses itens. São carros, motos, barcos que, em vez de serem vendidos ou usados em benefício da sociedade, ficam parados, estragando e consumindo recursos públicos.

Gastar dinheiro guardando patrimônio de criminosos é uma bela mostra de ineficiência e desperdício por parte do Estado. Casos em que a burocracia cria verdadeiras fortificações em torno de processos simples.

Enfim, esta é uma tarefa sob medida para um governo ultraliberal e uma bela causa para a política de pequenas economias do governador Zema. Ele já deixou de gastar 2,6 milhões com a extinção de medalhas e comendas, 1,8 milhão se mudando do Palácio das Mangabeiras para a Pampulha e um valor não definido com o fim dos retratos oficiais. Nada que pague a dívida com os municípios mas, como dizem, o que vale é a intenção. 

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