Decadência de avenida revela tamanho de quem nos governa

Recentemente escrevi sobre a calamitosa situação do comércio e das edificações da avenida Pedro II. Em seguida falei sobre o desleixo do poder público municipal com a Cristiano Machado. Hoje vamos falar da feiura e da decadência da avenida  Amazonas, outra porta de entrada de Belo Horizonte que provoca tristeza em qualquer cidadão mais atento e amante da sua cidade. O abandono do mais importante corredor de trânsito da Zona Oeste da capital começa no Anel Rodoviário e estende-se até a Praça Raul Soares.

A Amazonas é caminho obrigatório para quem chega pela BR 381, do Sul de Minas, Triângulo Mineiro e de São Paulo, bem como daqueles que entram pela BR 040 procedentes das regiões centrais do Estado e até de Brasília. Percebe-se nas fachadas das edificações a cara de quem nos governa, especialmente de uma secretária de governo municipal petista que tem dado ordens para o prefeito e que é a artífice do Plano Diretor, o maior exemplo do atraso e da maldade. Refiro-me a Sra. Maria Caldas, inimiga de BH.

Essa secretária que sempre foi funcionária publica e nunca atuou na iniciativa privada, desconhecendo a lógica do mercado e de um país capitalista, já que é uma comunista assumida, ocupou cargos em todos os níveis dos governos petistas, em Brasília e em São Paulo, tendo sido responsável por ações desastrosas que levaram aquela capital a uma estagnação sem precedentes no mercado imobiliário. Saiu de lá e veio para cá cometer o mesmo crime, implantar um Plano Diretor que levará a cidade para o buraco, gerando desemprego e empobrecimento. O Plano cria um novo imposto e encarece as construções em até 35%.

Lembro com muita preocupação que há 30 anos o mesmo grupo de xiitas vem ditando os rumos do urbanismo de BH com visão retrógrada, sectária e perversa. O mal que essa gente faz será lembrado por gerações futuras e levará décadas para ser corrigido. A aridez da paisagem da avenida Amazonas se mistura com a decadência de construções do início do século passado, que definham e são ornamentadas pelas patacas promovidas por pichadores inconsequentes que encontram guarita nos mesmo grupo que tomou de assalto a PBH, alojados em várias repartições, incluindo Sudecap, BHTrans e Secretaria de Regulação Urbana.

A legislação restritiva que atende a caprichos de militantes de esquerda, que não querem edificações verticais, acreditando com isso que estão contribuindo com a imobilidade urbana é a razão da penúria da avenida Amazonas. Tudo isso debaixo do bigode do prefeito. A estética da avenida Amazonas revela total falta de compromisso desse bando com a coisa pública. Eles adoram a feiura e vivem disso. Quanto pior e mais pobre a cidade, mais votos, essa é a lógica da quadrilha comandada por Maria Caldas e pelos vereadores que defendem o Plano, estes últimos, autômatos, chantageados pelo prefeito.

A avenida Amazonas também é palco de outro absurdo: da praça da estação ao anel rodoviário existem 50 sinais de trânsito e 25 detectores de avanços, funcionando em onda vermelha para tirar dinheiro da população, a famigerada indústria da multa oficial à qual até o Presidente Bolsonaro declarou guerra . Nenhuma obra de mobilidade foi feita na Amazonas nos últimos 45 anos, a última foi o viaduto sob a avenida Silva Lobo em 1980. O tempo parou na Amazonas.

Prefeito Kalil, mais uma vez te convido para tirar a bunda da cadeira, vestir a sandália da humildade e visitar a avenida Amazonas. Lá, tire suas próprias conclusões, e se eu estiver errado, me corrija.

Jornalista, licenciado em Filosofia, Administrador, MBA em Marketing, Bacharel em Turismo e estudioso de temas urbanos. É membro da Comissão Técnica de Transporte da Sociedade Mineira de Engenheiros, do Observatório da Mobilidade. Colunista das revistas Minas em Cena, Mercado Comum e Exclusive. Blogueiro no portal uai.com.br [ Ver todas as publicações ]

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