Cortes na MGS vão atingir quem ganha salário mínimo

A meta do governo de Minas é demitir 20% da mão de obra contratada junto à empresa; só na saúde, o número pode chegar a 1.000 pessoas

(Assepemgs)

Funcionários da MGS – empresa pública que fornece mão de obra ao Estado – fizeram manifestação hoje no centro de Belo Horizonte, em protesto contra a determinação do governo Zema de reduzir em 20% a contratação de funcionários da empresa. 

Segundo matéria na rádio Itatiaia, todos os secretários estaduais têm diante de si a tarefa de elaborar listas para orientar os cortes. Só no setor de saúde, a associação da categoria calcula que mil trabalhadores podem perder seus empregos – duzentos já estão cumprindo aviso prévio no Ipsemg. 

Salientando que os cortes respondem à “inflada” que a MGS sofreu nos últimos anos, nota do governo de Minas confirma os cortes e diz que eles não atingirão atividades-fim e sim ocupações como portaria, segurança e limpeza.

 “Economia irrisória”, disse um representante da Associação dos funcionários da MGS, Geraldo Neves. Com razão: é gente que ganha em torno de um salário mínimo. Aquele que perde tudo, enquanto o Estado economiza pouco.

 

Editora do site Novos Inconfidentes, é formada em Comunicação Social pela UFMG, trabalhou na revista Isto É e no jornal O Tempo e colaborou como cronista e redatora em várias publicações. [ Ver todas as publicações ]

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