Brasil ganha 3,7 milhões de pobres e miseráveis em apenas um ano

Não seria o empobrecimento o fator que está comprimindo o consumo e travando o crescimento do país?

(Pixabay)

A pobreza voltou a crescer no Brasil, depois de uma notável redução até 2014. Em sua última Síntese de Indicadores Sociais, o IBGE registrou um avanço de 25,7% para 26,5% da população pobre no país no ano de 2017 em relação a 2016. Em números absolutos, os pobres aumentaram de 52,8 milhões para 54,8 milhões. Já o contingente na extrema-pobreza, ou miseráveis, subiu no mesmo período de 6,6% para 7,4% da população, ou de 13,5 milhões para 15,2 milhões de pessoas. Resumindo, o país ganhou no curtíssimo intervalo de um ano nada menos que dois milhões de pobres e 1,7 milhão de miseráveis.

Os dados referentes a 2018 ainda não estão apurados, mas é provável que a dinâmica de empobrecimento popular tenha se mantido. Se a tendência continuar, o país se verá logo mais à frente diante de uma tragédia social e humana de magnitude imprevisível. E isso tem reflexos na economia. Não seria o empobrecimento o fator que está comprimindo o consumo e travando o crescimento do país?

A pesquisa do IBGE adota em sua classificação de pobreza os critérios do Banco Mundial, que considera pobres as pessoas com rendimento de até US$ 5,5 dólares por dia ou R$ 406 por mês e miseráveis os que vivem com renda inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140 reais por mês.

Criadora da rede Os Novos Inconfidentes, formou-se em jornalismo pela PUC-MG e trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de Minas, além de colaborar para várias publicações. Ex-colunista do jornal O Tempo e ex-comentarista da rádio Super Notícias FM. [ Ver todas as publicações ]

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