Sem o menor constrangimento, presidente faz política para os amigos

No fundo, os religiosos querem uma minirreforma tributária, tal como os militares que tiveram um projeto de previdência para chamar de seu

(Pixabay)

“Aos amigos os favores, aos inimigos a lei”, diz um ditado que muitos atribuem a Maquiavel, por sua maneira implacável de definir o Estado. E que anda sendo praticado com todo o afinco no Brasil dos nossos dias.

O governo Bolsonaro não economiza obséquios aos mais chegados e, sem o menor constrangimento, faz politica para os amigos. A última graça foi dedicada a um segmento fiel, que responde por boa fatia do um terço da população brasileira que ama seu presidente.

Atendendo a pedidos, Bolsonaro fez seu Ministério da Economia eximir as igrejas menores de terem CNPJ. Além de elevar o piso de arrecadação – de R$1,2 milhão para R$4,8 milhões – para que elas sejam obrigadas a informar suas movimentações financeiras diárias.

Estas não são as únicas benesses exigidas pela bancada da bíblia. Eles também querem a anistia de multas por não cumprirem obrigações fiscais. É bom lembrar que muitos dos débitos das igrejas são estratosféricos. Segundo matéria do jornal O Globo, a Igreja Internacional da Graça de Deus, do bispo R.R.Soares, deve mais de R$ 111 milhões à Fazenda Nacional, já inscritos em dívida ativa.

No fundo, os religiosos querem uma minirreforma tributária, tal como os militares que tiveram um projeto de previdência para chamar de seu. E como os ruralistas ganharam perdão de dívidas com a previdência em troca de sua lealdade ao governo.

 

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