Aumentos nos preços castigam consumidor mas ajudam contas públicas

Quanto maior a conta de produtos monitorados, mais impostos, mesmo em uma economia em pandarecos como a de Minas

Consumidores chiam, com toda a razão, quando sobem os preços da gasolina e da energia elétrica. Os cofres públicos, porém, agradecem. Tais itens integram um rol de 23 produtos e serviços cujos preços são praticamente definidos pelo governo federal.

Os preços administrados ou monitorados correspondem ao valor de mercadorias ou serviços em que o governo intervém. Ele faz isso em itens considerados de interesse público, tais como gasolina, energia elétrica, botijão de gás, planos de saúde e telefonia fixa.

Enquanto o preço livre – que não possui influência do poder público – aumentou em 301,3% entre 1995 a 2016, os administrados cresceram em 664%, mais que o dobro, e não param de crescer. Os números são do Banco Central (BC).

E enquanto o consumidor sofre, o governo comemora, afinal, quanto maiores as tarifas, maior o valor dos impostos que entram nos cofres públicos. Pesa ainda mais nesse quesito o fato de tais bens serem essenciais para a população, ou seja, de consumo obrigatório.

Esse é um dos fatores que podem explicar o aumento da arrecadação nos primeiros quatro meses de 2019 em Minas Gerais, mesmo com a economia do estado em pandarecos. Cerca de 15% do preço da energia elétrica são determinados pelo governo federal, que ainda define quase 17% do preço da energia elétrica. Sobre este item, o governo já anunciou que para os consumidores da Cemig haverá um aumento na tarifa de 8,73% em 2019.

Marcelo Gomes é jornalista em formação pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Apaixonado por política, não vê outra possibilidade de mudança social a não ser por ela. Já trabalhou em rádio e escreve para portais e revistas. Tem experiência em processos legislativos e em questões econômicas. [ Ver todas as publicações ]

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