Apoiadores da Lava Jato querem deportação de jornalista dos vazamentos

Americano casado com deputado brasileiro, Greenwald é alvo da reação de fãs de Moro nas redes sociais

Grupos de apoio à Lava Jato e fãs de Sérgio Moro iniciaram uma campanha nas redes sociais pela deportação do jornalista Glenn Greenwald, responsável pelo site The Intercept Brasil, que divulgou os diálogos secretos na força-tarefa contra a corrupção. Os vazamentos deixaram Moro em maus lençóis já que a lei veda aos juízes a colaboração com qualquer lado do processo judicial, seja a acusação ou a defesa; a sua imparcialidade foi posta em cheque, sobretudo no caso Lula.

Segundo Fábio Zanini, que assina coluna na Folha sobre a direita política, a hastag #deportagreenwald surgiu no início da tarde de segunda-feira (10), no dia seguinte ao vazamento dos diálogos na Lava Jato, e aos poucos foi encorpando para chegar ao fim do dia entre as mais tuitadas.

Escritor e advogado americano, Greenwald  escreveu no jornal britânico The Guardian sobre os programas secretos de vigilância da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. A reportagem, feita com Edward Snowden, ganhou o Prêmio Pulitzer de jornalismo em 2014 e, no Brasil, o Prêmio Esso de Reportagem, por artigos publicados no jornal O Globo sobre a vigilância virtual dos EUA em território brasileiro. Ele se mudou para o Brasil há alguns anos após se apaixonar pelo brasileiro David Miranda, hoje deputado federal pelo Psol, ocupando a vaga aberta com a renúncia do ex-deputado Jean Willys. O jornalista e o deputado estão casados.

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