Briga para passar plano de Recuperação Fiscal deve ser árdua

Governo Zema terá que enfrentar a elevada rejeição na Assembleia ao pacote federal de socorro ao estado

Já está claro que o governador Romeu Zema e sua equipe terão que fazer um esforço enorme para colocar Minas sob o manto de socorro financeiro do governo federal, o Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Nesta segunda-feira (10/06), o secretário de governo, Custódio Mattos, saiu exausto da Assembleia Legislativa, onde foi prestar contas, de tanto rebater as críticas dos deputados que são contrários à entrada de Minas no pacote federal. 

Resumindo, os deputados são contrários ao RRF por causa das condições impostas pela União, entre elas o congelamento de salários e privatizações de estatais. Conforme apurou Os Novos Inconfidentes, os 16 deputados da oposição e os 20 do bloco neutro liderado pelo PSD são contrários à entrada de Minas no plano federal. Eles somam pelo menos 36 do total de 77.

Do lado do governo está a base, com 21 deputados. Formalmente, o bloco sob a liderança do MDB, com 20 parlamentares, ainda não se decidiu sobre o RRF. “Esse plano ainda não chegou para nós analisarmos. Não há como eu falar qual será nossa posição”, apontou o líder do bloco, o emedebista Sávio Souza Cruz. Ao menos dois integrantes desse bloco, Carlos Pimenta e Alencar da Silveira Júnior, ambos do PDT, tendem a ser contrários. Como de praxe, o MDB é sempre o último a dar a cartada final. 

Um aspecto que chama atenção é o fato de que, agora, ao que tudo indica, Zema entendeu que, sem a Assembleia, ele não governará. Para passar seus projetos no parlamento, terá que render-se à “velha política” que tanto demonizou em campanha.

Marcelo Gomes é jornalista em formação pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Apaixonado por política, não vê outra possibilidade de mudança social a não ser por ela. Já trabalhou em rádio e escreve para portais e revistas. Tem experiência em processos legislativos e em questões econômicas. [ Ver todas as publicações ]

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